Rui Pedro Braz – O (I’m)Parcial

No Universo Porto – Da Bancada da noite de ontem, entre muitas informações interessantes que foram partilhadas, uma que chamou muita atenção foi a revelação dos nomes dos “cartilhados”.

Entre Pedro Guerra, Rui Gomes da Silva, Gobern, António Pedro Vasconcelos, Calado, Melão (à partida também devia saber) e muitos outros nomes que não foram propriamente novidade, existem dois nomes que, pese embora não recebam a cartilha na sua totalidade, vão recebendo umas notas soltas para se orientarem: José Nunes e Rui Pedro Braz.

Tanto um como o outro têm posições de suposta imparcialidade nos lugares que ocupam na comunicação social. José Nunes é comentador na RTP3 e na rádio pública e Rui Pedro Braz tem espaço de antena na TVI24.
No entanto, o seu benfiquismo nunca passou despercebido dos mais atentos, o que por si só já não abona da idoneidade destes. Não por terem preferências clubísticas (têm todo o direito a terem) mas por o demonstrarem nas suas intervenções públicas sobre a forma de refluxo gástrico.
Contudo, e sabendo que também recebem orientação discursiva por parte do clube ao qual são afectos, estes dois senhores têm e devem ser completamente descredibilizados.

De José Nunes falaremos em outra ocasião. Hoje falaremos um pouco de Rui Pedro Braz.

Rui Pedro Braz – ou Brás que é como assina os livros que publica, mas já lá vamos – é um sujeito que tem tempo de antena nos programas desportivos da TVI24 onde tenta passar uma imagem de imparcialidade.

Contudo, está longe de o ser, como as imagens o comprovam:

A forma como tenta justificar o facto de o Maxi ter mais amarelos no FC Porto do que no Benfica nada tem a ver com o “manto protector” que o protegia na Luz, é de si já bem evidente para o que este senhor vem aos programas fazer.

Mas isto está longe de ser uma surpresa.
Poderíamos publicar um sem número de vídeos com as intervenções de Rui Pedro Braz (ou Brás) mas seria mais do mesmo. Escusado será dizer que têm sempre uma dose de isenção demasiado baixa e com tendência para as cores mais encarnadas.

É preferível fazer uma retrospectiva da carreira deste senhor e perceber por onde as vicissitudes profissionais o têm levado.


Rui Pedro Brás

Nasceu em Lisboa, a 4 de Abril de 1978, e desde tenra idade, as suas grandes paixões sempre foram a comunicação e o desporto. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica Portuguesa, optou por prolongar um pouco mais a sua formação académica antes de enfrentar o mercado de trabalho, elegendo para esse efeito o MBA em Gestão e Administração de Empresas Desportivas da Cruyff University of Barcelona. Ao terminar o MBA como melhor aluno do curso, despertou desde logo a atenção de algumas direcções desportivas, entre as quais a do Futsal Benfica, onde exerceu funções de Secretário Técnico durante dois anos, sagrando-se nesse período Vice-Campeão Europeu, Campeão Nacional, Vencedor da Taça de Portugal e da Supertaça. Estes feitos, aliados ao facto de ter sido Director de Evento da Final da UEFA Futsal Cup, realizada no Pavilhão Desportivo da Luz, valeu-lhe uma nomeação para os Cruyff Forum Awards 2005, por decisão do próprio patrono da instituição, o holandês Johann Cruyff, na categoria de Alumni Professional Achievements. Durante todo este período, nunca abandonou a carreira de jornalista, nomeadamente na publicação TV Guia, onde ainda hoje exerce funções. Entre as incursões no jornalismo desportivo, destaque para a colaboração com a Al Jazeera Sports durante o Euro’2004, e para a coordenação do projecto Especial Benfica Campeão 2004/2005. Em 2005 abraçou também a carreira académica, sendo actualmente um dos docentes do MBA em Gestão e Administração de Empresas Desportivas da Cruyff University, a funcionar em Lisboa, na Universidade Independente. Aos 27 anos, O Ninho da Águia é o seu primeiro livro.

Fonte: http://www.wook.pt/autor/rui-pedro-bras/43043


Este jovem, deveras empreendedor, que foi dirigente do futsal SLB, é hoje presença assídua nas transmissões dos jogos da liga de futsal, onde empresta os seus valiosos tributos enquanto comentador “isento”.
Este mesmo jovem, que tem cadeira num programa onde não há, supostamente, representantes de nenhum clube, já foi parte integrante da coordenação do projecto Especial Benfica Campeão 2004/2005 e teve como sua primeira publicação “O Ninho da Águia”.

Mas a imparcialidade estranha deste senhor não se fica por aqui:

Numa das suas publicações nas redes sociais – datada de 16 de Janeiro de 2016 – Rui Pedro Braz é peremptório na sua abordagem ao clube encarnado: “O meu Benfica”.

É desta forma carinhosa que, um dos homens que mais tempo de antena tem nas televisões portuguesas (e quando abrir a janela de transferências tê-lo-emos em dose dupla, diariamente, no MaisTabaco) e que é pago para emitir uma opinião isenta de clubites, fala do Sport Lisboa e Benfica.

Que este comentador, ou outro qualquer que seja, tenha preferência clubística não há qualquer tipo de problema.
Indiferentemente do lugar que cada um ocupa na sociedade, seja ou não com exposição pública, todos têm o direito de torcer e sofrer pelo seu clube.
No entanto, a partir do momento em que há um assumir de clube, essa pessoa perde toda a credibilidade para se apresentar num programa desportivo como alguém com opinião isenta.

Se isto tudo não bastasse, e como foi tornado público por Francisco J. Marques, Rui Pedro Braz tem o seu email na lista dos favoritos de Carlos Janela.
Assim, não passa de mais um papagaio avençado do clube do regime.

Tal como os seus correligionários, este também vai recebendo umas indicações orientadoras de como e o que dizer no seu tempo de antena. Como este não recebe a cartilha na sua totalidade, mas apenas umas quantas notas, talvez tenha um pouco mais de liberdade para se exprimir. Porventura tenha sido um direito que adquiriu pelos belos serviços que prestou enquanto dirigente do clube.

No entanto, não é diferente dos demais. É mais um que que consegue caminhar sobre as duas pernas sem ter espinha dorsal!